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03 setembro 2009



QUE AS MÃOS SE CALEM



que as mãos se calem
não procurando nas teclas
traduzir a dor
não façam cobranças
ou aluguem suas esperanças
para outro sofredor

que as mãos se calem
não insistindo nas mesmas teclas
teclas mudas
defeituosas e gastas
que não são nada mais
ou nada menos
do que a própria existência

que o coração sempre comande
apesar de tudo
mas que as mãos se calem
a procura de palavras
que batem em paredes
num eco mudo

que as mãos se enrijeçam
e nunca mais procurem
no enlevo da dor
mostrar tanto desespero
num soneto de amor


Mary Fioratti

27 março 2007



MAESTRO DE MINH'ALMA



Pensando em você
Peguei-me a imaginar
Como seriam seus gestos
A linguagem do seu corpo
O ritmo da música
O som da sua voz...
Quis adivinhar
O brilho exato de seus olhos
Pensei em suas mãos
Seus dedos alongados
Pensei nesse seu
Meio sorriso
E ao pensar em você
Senti a linguagem
Do meu corpo
E o ritmo musical
De minh'alma.
Percebi
Que os acordes
de minha música
(A música da minha existência)
Vêm sendo tocados
pelos seus dedos
(Alongados)
Que alcançam em minh'alma
Todos os "do-ré-mis"
Sempre em uma constante
E suave vibração
Você é o meu músico
Regente da orquestra da minha vida
Que descobriu todas as notas musicais escondidas
Dentro do meu coração


®Mary Fioratti