12 maio 2006




MÃE, MINHA FORTALEZA



®Daufen Bach

Mãe, ainda não inventaram as palavras que poderiam,
talvez, exprimir todo meu amor por ti, eu fico sempre
com um nó na garganta, eu fico sempre a buscar um verbo,
um adjetivo para o dizer o que o teu abraço, o teu beijo
significam para mim. Todo sentimento que sinto por ti Mãe
é supremo, não é de palavras.

Quando me pego a pensar em ti, Mãe, termino cantarolando
uma canção de ninar,sempre esqueço do homem maduro que
passou a andar com os próprios pés.Em ti desfazem-se todos os
meus medos, desfazem-se todas as minhas ambições,
em ti, minhas primeiras verdades estão salvaguardadas de todas
as possíveis infâmias e injustiças que eu possa cometer.

Mãe eu vim de ti e tu jamais permitiu que meus pés
pisassem espinhos, tu me carregou no colo
enquanto teus pés ardiam na pedra quente, tu me protegeu,
ralhou comigo, quando na minha burrice eu esquecia o
valor das pequenas coisas e sonhava ter o impossível.

Eu nunca soube distinguir o que te causava dor
se era deveras minha dor ou a tua dor, se o teu sorriso
era o meu sorriso ou o teu sorriso. A Senhora sempre foi assim
Mãe, das tuas angustias eu nunca soube direito, a não ser
daquelas se tratavam de mim. A Senhora nunca deixou
meus olhos imergirem na solidão que reluz na água do meu
pranto, enquanto, os teus olhos Mãe buscavam a sorte
de querer-me inteiro, integro e feliz.

Mãe, a Senhora me ensinou a enfrentar o mundo e a seguir
pelo mundo e, eu, louco mais lúcido segui,
cativei muitas alegrias, fiz boas ações, também cativei alguns
males não fui tão bom moço, não fui tão bom filho,
mas não esqueci dos teus ensinamentos. A Senhora me ensinou
a ler as coisas da vida, me ensinou as primeiras orações.

Mãe, só agora a olhar no espelho e ver alguns fios brancos
principiarem minha face, percebo que teus cabelos estão
branquinhos, que nesta caminhada tua face enrubesceu,
que teu corpo Mãe, lindamente feminino,
tão forte em tantas lutas,
tão forte para tantos filhos,
parece teimar com o tempo, não se dá por vencido...
ah! Mãe, mas vejo com olhos marejados, quando brincas
com meus filhos ou ainda, quando repousada em meus braços,
que o teu cansaço mostra os teus traços delicados, a tua fragilidade
escondida. Mãe não precisa mais brigar com a vida por
mim... deixe, eu cuidarei de ti. Tu sabes que mesmo
assim, sempre serás a minha maior fortaleza.

Perdão Mãe, se hoje, neste dia, lembro-te estas coisas,
eu deveria segurar tuas mãos e, a te olhar nos olhos sorrir
te pegar no colo Mãe e mostrar que aprendi direitinho
tudo que me ensinaste, que não foi vã a tua luta,
mas Mãe, és tão grande em mim que por mais que eu sorria,
por mais que fique ao teu lado, por mais que eu derrame
lágrimas eu não conseguiria expressar-te o meu amor,
fico então a rememorar nossas vidas e a caçar palavras que
possam, pelo menos, minimamente dizer que eu amo você.

* * *

3 comentários:

Beatriz Prestes disse...

Daufen meu amigo

Este tema específico toca muito meu coração, e tua poesia é mais que um presente ou uma homenagem!!!
É teu coração falando alto, se abrindo em versos, falando do mais puro amor e sentimento!!!
Todo meu carinho Daufen!!! Você é um amigo MUITO especial ao meu coração!!!!
Um grande abraço
Bea

Anônimo disse...

Daufen este poema está maravilhoso! Sensibilidade e poesia, um presente magnífico para sua mãe!
Mana, ficou muito bonito tudo, música, a figura. Linda composição.
Beijos a vocês por essa obra de arte.
Maria Lúcia (mare)

Anônimo disse...

Poesia maravilhosa para esse dia tao sagrado em nossos coracoes,
Evie