11 fevereiro 2007



APENAS UMA MARIA



Eu sou uma Maria qualquer
Mulher sem rosto
Que chega sempre sem aviso
a hora que quer
Não tenho agendas
Não há nada que me prenda
A não ser o sentimento
E da vida...o MOMENTO!
E é você
Sim! Você que me lê
que me pinta no rosto
um sorriso!
ou molha meu rosto
com lágrimas de emoção
Não tenho feição
Tenho sentimento
Essa sou eu: CORAÇÃO!
E é você
que transforma meu choro
em riso
minha angústia
em alegria
e minha vida
Em Fantasia!

®Mary Fioratti

PS: Coloquei essa musica do Milton Nascimento nao porque tenha a ver comigo, mas porque gosto muito!

8 comentários:

Musician disse...

Tu não és uma Maria qualquer, és alguém MUITO especial que ADORO :)

Um abraço bem apertado desta amiga do coração.

Amaral disse...

Uma Maria qualquer?...
Vejo uma mulher de fibra, uma mulher corajosa, feita de paixão pela vida, feita da força de mulher enamorada!
Eu vejo uma mulher toda sentimentos e alegria de viver!

Alexis Coald disse...

La paz sea contigo Mary
Precioso tu escrito,gracias por permitir conocerte màs en cada uno de tus post.
La musica es preciosa.

Te abrazo, la luz sea contigo amiga.

Daniela Mann disse...

Faço minhas as palavras da Musician!
Beijinhos e um abraço apertadinho.

ALF O Extasiado disse...

lindo. No funda toda mulher tem um pouco de maria né, hehe.

Lindo texto amiga.

beijus
e uma excelente semana
:)

Zé Carlos disse...

Oi querida, exatamente o que eu iria dizer, a Aninha, nossa querida de Paços de Ferreira disse: Vc nunca será uma Maria qualquer. Aliás, quem nasceu com este nome jamais será uma qualquer pois trás a marca da estrela da filha querida do Pai que seria a mãe amada do Filho.
Deus te abençoe sempre e muito. Vc merece e tem por direito.
Bjs do ZC

Zé Carlos disse...


MARIAS

® Silvana Duboc
06/02/2007

Sempre quis entender qual a razão da palavra saudade nunca ter sido traduzida para outros idiomas uma vez que ela simboliza um dos sentimentos mais profundos que o ser humano pode ter.

Saudade
"Lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir; pesar pela ausência de alguém que nos é querido; nostalgia."

É sobre isso, lembrança triste de pessoas extintas que vou falar, mais especificamente, sobre filhos que partiram para nunca mais voltar.
Acho muito interessante, também, que não foi criado um nome para designar as mães que perderam seus filhos.
Viúvo/a, significa quem perdeu o seu cônjuge. Órfãos são os filhos que perderam seus pais.
E quanto as mães que perderam seus filhos?!?!
Tudo que se refere as mães é muito complexo, delicado. Elas são seres especiais, portanto, tudo que as envolve é difícil de descrever. Talvez, por isso, nunca tenha sido inventado um nome para designar mães que devolveram seus filhos ao Pai, na visão delas, antes do tempo.
Até mesmo o tempo parece que age diferente diante dessa situação dolorida.
Não dizem que ele não pára, não adianta nem atrasa, não muda sua rota e velocidade?
Pois nesse caso ele age de uma forma inacreditável. O tempo congela diante da perda de um filho. Não importa se esse filho partiu há vinte anos ou há vinte dias. No coração de uma mãe vai sempre parecer que ele partiu há vinte segundos e é aí, nesse mínimo espaço de tempo, que mora a dor, a saudade, a tristeza e o vazio do coração de uma mãe.
Infelizmente outros filhos não conseguem jamais substituir aquele que partiu . Cada um tem seu lugar específico, seu espaço especial que não tem como ser ocupado por um outro filho por mais qualidades que ele possa ter.
As mães não amam pelas qualidades que seus filhos têm, elas os amam, acima de tudo, pelos defeitos que eles apresentam. É justamente aí que elas provam que seus corações são amplos, generosos e irrestritos. Amar filhos pelas suas qualidades é fácil, é muito simples, difícil é persistir em amá-los apesar dos defeitos e apesar de todos os tipos de ausências que eles, em vida ou em morte, possam impor às suas mães.
De tantas mães que perderam seus filhos uma certamente foi o maior exemplo de resignação, força e coragem. Maria, a mãe de Jesus.
Amou mais do que se imaginava que seria possível, padeceu ao ver seu filho morto em seus braços, derramou lágrimas além do que poderia mas, nunca perdeu a fé.
Ela foi o grande exemplo para todas as mães que surgiriam ao longo da vida.
Ouso, portanto, dizer que no Aurélio deveria estar contida a palavra Maria e o seu significado deveria ser descrito dessa forma: Maria "Mães que perdem seus filhos; mães que são privadas da presença mais importante de suas vidas; mães desamparadas pelo destino."

Essa é uma dor que por mais que seja descrita nunca poderá ser assimilada por quem não a viveu.

**
Texto dedicado a todas as Marias, especialmente, com carinho para Maria Fioratti

Ricardo Rayol disse...

Você não é uma simples maria. É A maria.. a que nos brinda sempre com textos lindos, que nos traz boas vibrações. Uma Maria especial.