10 janeiro 2006




QUe AS MAOS SE CALEM




Que as mãos se calem
Não procurando nas teclas
Traduzir a dor
Não façam cobranças
Aluguem suas esperanças
Para outro sofredor
Que as mãos se calem
Não insistindo nas mesmas teclas
Teclas mudas
Defeituosas e gastas
Que não são nada mais
Ou nada menos
Do que a própria existência

Que o coração sempre comande
Apesar de tudo
Mas que as mãos se calem
A procura de palavras
Que batem em paredes
Num eco mudo

Que as mãos se enrijeçam
E nunca mais procurem
No enlevo da dor
Mostrar tanto desespero
Num soneto de amor


®Mary Fioratti

Um comentário:

amigos disse...

ola tenho uma comunidade no orkut de ajuda a pessoas com depressão e pessoas solitarias gostei de seus poemas gostaria de ajudar a postar coisas do tipo que escreve?
seria por uma boa causa .. obrigado!
pequei umas fotos suas e a definição de mão muito joia ok.