08 julho 2006




BORBOLETAS




Nao gosto dessa sensacao de perda
dessa falta de ar
dessa mesmice de sensacoes
que fragilizam o meu ser
Nao gosto dessa saudade
anunciada todas as manhas
nem essa parede invisivel
que nao me faz enxergar o outro lado
Nao gosto desse adivinhar
em bolas de cristal
Quero hoje o beijo esmagado
o olhar devastador
as maos que despertam em meu corpo
vendavais de amor
Nao, nao gosto dessa sensacao
de anestesia plena
da dormencia de sensacoes
Nao gosto de silencios
entrecortados de duvidas
da ausencia de poesia
que invade meus dias
Hoje me ausentarei um pouco da vida
irei passear nos campos floridos
cheios de margaridas
e quero ver as borboletas
voando suaves com suas asas coloridas
Nao, nao quero mais silencios
em minha vida...


®Mary Fioratti

3 comentários:

Zé Carlos disse...

...oi menina Mary, eu também não gosto de nada disto não, embora tenhamos que enfrentar algumas vezes. Como vc é "lisa" para sair das saias justas, me ensine depois...
Bjs do ZC

Alexis Coald disse...

Con ayuda pude leer tus poemas, son bellos.
Sabes...Me encanta agosto, es el mes en que nací en este hermoso planeta llamado tierra.
A tus pies

Alexis Coald

Daniela Mann disse...

Que intenso!!!
Também não gosto dessas coisas, mas fazem parte da vida!
Beijinhos da Daniela