23 abril 2006




DESENGANO




Mexi
bem no fundo
de meu passado...
Sua voz então
ecoou no silêncio
de meu pensamento
Agarrei-me
na fantasia
da sua lembrança
tentando sair
dos dias iguais
da minha realidade
Não arrumei
os pensamentos
desencontrados
Nao perguntei
o que gostaria
de ter perguntado
Emudecemos
diante da surpresa
do inesperado
E nosso silêncio
enterrou definitivamente
nosso passado


®Mary Fioratti




SUA (MINHA) FLOR




Hoje pela manhã eu recebi com os olhos
Sua linda flor amarela
E minha alma a colheu colocando-a no vaso
Do meu coração
Ela sera alimentada pela seiva do seu amor
Aquele amor que você derramou
com o frasco
Da sua existência
Hoje pela manhã sua linda flor amarela
Com suas palavras de amor
Pintaram um sol maravilhoso
No por do sol
daquela montanha encantada
Que você desenhou com o brilho de seus olhos
E a sua flor amarela
(agora tão minha)
Ficou na roseira da minha alma, como a mais bela!

Retribuo essa Linda rosa com o meu sentimento
E com um pedaço da minha'lma
O mais lindo dele
Embrulhado em papel de seda com laços de beijos

Quando suas mãos ternas
abrirem esse presente
Que voou pelo espaço numa ternura desmedida
Transforme-o em uma cesta de flores cheia de amor
Para enfeitar o céu da sua vida

®Mary Fioratti

21 abril 2006




E C O




Hoje não havia você
a saudar o meu dia
levantei-me com aquela sensação
de estar partida ao meio
metade de mim
via o sol entrar pela janela
desprendia-se meu pensamento
aflito ao seu encontro
Hoje não havia você
para rir do meu riso
acariciar meus sonhos
entender meus silêncios
partilhar da minha emoção
Não ouvi sussurros em meus ouvidos
despertando meu corpo
não contei para você meu dia
não pude ouvir o seu
Fiquei andando pela manhã
perdida em conjecturas
embalando-me com as lembranças
de sua voz
Hoje não houve você
e na minha paisagem
gritou minha saudade
e ouvi o eco da minha agonia
enxuguei minhas lagrimas
e as materializei neste papel branco
em forma de poesia

®Mary Fioratti




PÁSSARO




Eu queria ser um pássaro
Livre e sem ninho
Voando pelos espaços da vida
Cantando sua música
Sem laços, sem sofrimento
Queria não ter à noite
Os mesmos sonhos que me angustiam
Queria não me prender
A seres humanos
Queria ...ah como queria!

Não cobrar atitudes nem sentimentos
Viver apenas do presente
O momento
Abrir uma garrafa
De um licor chamado realidade
E me embebedar
Até cair inconsciente
Numa calçada qualquer da cidade

Eu queria ser um pássaro
Saindo em bandos
Sem ligações de sentimentos
Compartilhando momentos
Mas a qualquer hora
Sem olhar para trás
Alçar um vôo alto
Respirando liberdade

Um pássaro livre
Sem passado, sem futuro,
Sem presente
Sem saudade

®Mary Fioratti

20 abril 2006




RASCUNHOS




Amontoado de letras
que tropeçam no significado real
tantas vezes erroneamente interpretadas
Para as palavras escritas
eu diria: rascunhos da alma
para passa-los a limpo
somente eles seriam validos
na linguagem do suspirar
no toque da pele
na expressão do rosto
no fundo do olhar

®Mary Fioratti
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,

19 abril 2006




PENSAMENTOS IMPUBLICÁVEIS




Há um corredor imaginário
onde coloco meus sonhos
cheio de insinuações
e como um labirinto
ele guarda em cada canto
de sua parede solitária
um pensamento... um desejo
um sorriso escondido
um momento de amor imaginado
Não ha limites de espaço
ele abriga milhares de sentimentos
abertos, realistas, crus, apaixonados
que vem me trazer arrepios na pele
e não amedrontam-se em serem mostrados
escancaram-se no toque das mãos
e no olhar que penetra como raio laser
desnuda a pele ateando fogo
a alma sussurra segredos inconfessáveis
esse meu corredor imaginário abriga
pensamentos impublicáveis


®Mary Fioratti




APOLOGIA AO IMPOSSÍVEL




Seria tão fácil nesse momento
simplesmente fingir que não ouvi
o que você disse...
Palavras ao vento, apenas palavras...
No entanto não posso ignorar
tudo que vem de dentro de você
Seria tão fácil nesse momento
apagar frases da memoria
e fingir que não escutei
e seguir como se nada tivesse acontecido
como se apenas fosse
uma briga a mais....
Seria tão fácil nesse momento
olhar para o horizonte, fitar o azul do céu
como se o estivesse vendo
pela primeira vez
(mesmo não estando)
Seria tão fácil nesse momento
sorrir como sempre
deixando aquela deliciosa frescura
de nossas longas conversas
refrescar minha alma
ouvir o seu riso, o meu riso,
depois aquela parada
e nossa risada juntos
que comunga uma alegria incomum
de termos um ao outro
O difícil nesse momento
diria, muito difícil
mas muito difícil mesmo
seria apagar seus olhos dos meus dias
desligar a musica da sua voz
queimar as letras de suas cartas
não lembrar que você existe
Não...isso não seria muito difícil
seria realmente impossível
Eu digo, IMPOSSÍVEL.....


®Mary Fioratti




COLCHÃO DE AMOR




Embora doa a sua ausência
meio masoquista
fico a gostar desse nosso dia de solidão
Sei que nossas almas
estão juntas, comungadas
e que nossos pensamentos se cruzam
na emoção do sentir
Sei que sorrimos silenciosos
sabendo que o próximo encontro
sera esplendoroso
e sei que a lua descera do céu
para as minhas mãos
olharemos nos olhos, tocaremos a pele
deitaremos nas águas das nossas lagrimas
fazendo delas
nosso colchão de amor

®Mary Fioratti

16 abril 2006




BUSCA




Eu te procuro
Sei que não estás…
Sei que é inútil..
Nada mais existe
Além dessa distância

Mas te procuro
Porque minha meninice
Ficou na tua alma
Te procuro
Porque te amo

Eu te procuro
Porque meus olhos
Ficaram estáticos
Dentro dos teus
E minha fantasia
Se escondeu
Atrás da tua realidade…

Hoje eu te procuro
Porque eu me preciso
Não consigo mais
Atravessar madrugadas
Fitando estrelas…

Hoje eu te procuro
Porque
Eu cansei de não me encontrar….

Hoje…
Eu vim procurar a minha paz
Que ficou contigo
Eu vim procurar
A minha vida inútil
E sem significado
Eu preciso tanto me encontrar!

Mary Fioratti




QUANDO O CORAÇÃO FALA




Quando o coração fala
ele faz tremer o corpo
e suspirar a alma
É um ruído silencioso
que excita
e...que acalma
Quando o coração fala
tudo é declarado
naquele nada que paira no ar
e que nos faz sentir
o que o outro esta sentindo
Tudo é dito
no som da voz
no olhar imaginado
no beijo sonhado
que emana da mágica
daquele momento
e abre-se como uma flor
o canal do sentimento
Quando o coração fala
a voz se emociona
gagueja...tropeça...
lágrimas se misturam
solidao e amor se costuram
num ruído silencioso
que acalma nossos medos
parece até uma criança
brincando com nossa alma
e que de um jeito inocente
desfolha nossos segredos..

®Mary Fioratti




SEU ABRIGO




Abrigo você ainda
em meu coração
sua cabeça sempre deitada
em meu colchão de ternuras
A mesma canção de ninar
ecoa da minha alma
fazendo você dormir... e sonhar!
Sonha menino! Sonha!
Sua jornada é feita de carinho
Apanha as flores na sua caminhada
Cuide-se para não se ferir
com os espinhos
Quando seus joelhos fraquejarem
e se dobrarem na estrada longa
Quando a dor for imensa
E sua estrada estiver sem flores
Continua andando, não desista
Acolherei sua cabeça no meu peito
Curarei todas suas dores
Embalarei sua vida
Protegendo-o de qualquer castigo
E no meio do seu desgosto
Encosta o seu rosto no meu rosto
e encontra nos meus olhos o seu abrigo

Mary Fioratti

12 abril 2006




MEUS PEDAÇOS




Tenho tantos pedaços…tantos!
Sou dividida em almas
E calmas
Sou dona das minhas paixões …paixoes confusas
Que em alguns momentos mostram-se
Tão difusas
Numa parte de mim que se perdeu

Sou feita de tantos retalhos
Sofridos, encantados, pobres espantalhos
Desta verdadeira essência
Que sou eu

Sou feita de tantos pedaços
Que compõem essa minha alma vaga e andante
Às vezes quero ser somente a amiga, a companheira
Outras horas… a fogosa e despudorada amante…

Divido-me toda não conseguindo juntar meus pedaços
Quero-me inteira! Quero de tudo um pouco sentir
Um lado meu quer todos os seus abraços
O outro lado...procura a porta para partir

Mary Fioratti




HOJE EU QUIS CHORAR"




Hoje eu quis chorar
E não havia pranto
Foi um momento
Que não conseguiu acontecer
(existe pior sentimento?)

Se hoje eu chorasse
Ouviria tantas perguntas
Que eu não queria responder

Hoje eu quis chorar
E aquela lágrima embutida
Desceu pela garganta
Calando minha voz

Saudades imensas e profundas
De "nós"...

Mary Fioratti

09 abril 2006




DUETO "AQUELE OLHAR"




®Mary Fioratti

Aquele seu olhar
que penetrou fundo
em minh´alma
que descobriu segredos
silenciosos....
que ultrajou meus pensamentos
mais secretos...
Aquele seu olhar
que eroticamente
acendeu meu desejo
e que sensualmente
aqueceu cada pedaço do meu corpo
Aquele seu olhar..
que veio e tirou por completo
minha paz....
Aquele olhar
Aquele dia
Eu nao esqueco
Nunca mais...

Mary Fioratti


AQUELE OLHAR

®Daufen Bach

aquele teu olhar mulher,
olhar de sombra de céu,
olhar de luz sobre a terra,
iluminou meus caminhos,
e, descobri horizontes
nesse meu mundo tão instável
de equilíbrio.

aquele teu olhar mulher,
olhar de perdição,
baixou meus olhos
e roubou minha quietação,
fiquei a construir castelos
a procurar elos
entre a felicidade e a ilusão.

aquele teu olhar mulher,
que desconhecia o meu eu silencioso
em outras manhãs, em outros dias,
mirou outros rumos, outras alegrias...
taciturno, vi meu horizonte majestoso
quedar em luz feita as pálpebras do dia
que encerram tardes de novembros chuvosos.

aquele teu olhar mulher,
redimiu meus pecados
e alimentou fantasias...
aquele teu olhar mulher
que nunca me foi dado
sobreviveu apenas em poesia.
aquele teu olhar mulher...

* * * *

,

07 abril 2006




COMO QUERO LHE BEIJAR




Eu quero esse beijo assim
lento de surpresas
suspirado na expectativa
tremulo no desejo
Um beijo sonhado
sentido e projetado
em nossas mentes
quero o mundo girando
em nossas cabeças
quero imaginar
o gosto de sua boca
enquanto nossos lábios
estiverem entreabertos
e sentirmos a nossa respiração
entrecortada pelo desejo
quero olhar dentro de seus olhos
perder-me em sua paisagem
enquanto respiro
seu cheiro
Eu quero esse beijo assim
minhas mãos entrando
por debaixo de sua camisa
acariciando suas costas
dando-lhe arrepios
provocar a sua boca
com arremedos falsos
depois fechando os olhos
e me entregando
deixando sua boca
entrar dentro da minha
sentir seu gosto
respirar seu ar
suspirar...
olhar pelos seus olhos
vestir-me de sua pele
e fazer-me a mercê
do seu sonhar...

®Mary Fioratti




QUANDO A SAUDADE VEM




Quando a saudade vem
Chega bem de mansinho
E em ritmo crescente
aperta devagarinho...
Vai sufocando aos poucos
Dor no peito
Que não é dor
Uma vontade de tocar
De abraçar, de sentir
Doente terminal
Sem morte
Um estado que só se agrava
Inquieta e tira a calma
Quando nosso coracao
agoniza lentamente
Deitado no leito da alma

®Mary Fioratti

06 abril 2006




NUNCA MAIS




Atropelaram-se nos gestos
Olhares magnetizados
Bocas entreabertas
diante da surpresa
Coracoes saltando no peito
Veia a pulsar na garganta
Corpos dormentes
Palavras surgidas no cerebro
Totalmente incompreendidas
Quando verbalizadas
Um abraco esmagado
E as maos se tocaram
solicitas....
Fundindo-se as digitais
Seguiu-se um beijo demorado
Um olhar doce e desesperado
E depois...um nunca mais


®Mary Fioratti




LEGADO DE AMOR




Tantas coisas suas
Restaram nos meus pedaços
Suas cartas de amor
Os seus abraços
E aquela parte de sua alma
Que como uma peça
De um quebra-cabeças
Encaixou-se na minha
Tantas coisas suas
Ficaram eternizadas
Dentro da meu bau
De recordações
A sua voz inesquecível
(Fecho os olhos e a escuto)
As suas músicas prediletas
Aquele verso mudo
Onde você descreveu tudo
Sem dizer uma só palavra
Ficou o cheiro de sua alma
Nas minhas roupas
A essência de sua ternura
Perdida nas minhas poesias
Tantas coisas suas
Que hoje são minhas
Seus pensamentos
Suas palavras, seu sorriso
Que plantados como sementes vivas
Tornaram a minha alma florida
Como um legado de amor
Deixado como um bordado
Em uma herança de vida



®Mary Fioratti

04 abril 2006




MOMENTO DE AMOR II




Fico a esperar pelo momento
Em que estamos sós
E que você me olha
Como se me desnudasse….
Aquele olhar
Me causa arrepios
Mexe com meu corpo
Abre a cortina
De todas minhas fantasias
Quando vejo seu rosto
Tão perto do meu
Sua boca entreaberta
Seus olhos fechados de paixão
Entro em transe
Meu corpo torna-se
Célula viva de amor
Mas sem pressa….
Fecho meus olhos
Para sentir o momento
Que precede o amor
Sua respiração
Seu hálito quente
Suas mãos que sabem
Definitivamente
Por onde vão
E deixo que você guie
A minha mão pelo seu corpo
Mapa exato do seu prazer
E quando você me beija
Brincando com meus lábios
Daquele jeito tão gostoso
A paixão vai crescendo
Tomando conta de meus sentidos
Invadindo todos os meus cantos
Perco a noção de onde estou
E o deixo invadir-me
por todos os meus espaços
Beijo sua boca repetidamente
E entro naquele espiral estonteante
Dos seus braços...


®Mary Fioratti




MANHA DO RENASCER




Senti o cheiro do café fresco nesta manhã
E foi como algo dentro de mim renascesse
Levantei meu corpo morno da cama
Espreguicei-me gostosamente
E meus passos estavam certos e seguros
Abri a janela, fitei o lago verde
Tantos patinhos diferentes nadavam nas águas
Daquele lago que há muito eu olhava mas não via
A grama estava de um verde vivo
E os raios do sol pousavam nas árvores
Dando aquele brilho de um “quase” fim de verão
Escutei lá fora os pássaros cantando
Meu olhar deteve-se em um esquilinho
Subindo na árvore em frente da minha janela
Ao longe a sirene de uma ambulância
Trouxe-me aquele arrepio de ansiedade
Um cheiro de vida no ar
Que há muito eu não sentia
Desci as escadas lentamente observando
Os meus vasos de flores
Tocando-as com minhas mãos
Percebendo seus brotos vivos
Um raio de sol cortava o vidro
Pousando no tapete da sala
Tornando as cores com tons dourados
Cores de realidade
Meu canário azul dentro da gaiola
Trinou olhando-se no espelho
E parei por uns instantes a observá-lo
Rindo sozinha da ilusão que ele tem
De brincar com sua própria figura no espelho
Essa simples alusão me fez lembrar
Das minhas próprias ilusões
Por um instante percebi minha felicidade
Uma esperança há muito tempo não sentida
Hoje despertei de um sonho
Sem traumas, sem sofrimento, e sem saudade
Ah! Se eu tivesse antes percebido
(por que fui tão cega?)
Não teria feito das minhas lágrimas
Este colar de pérolas que enfeitou minha alma
Por tanto tempo!
Hoje abandonei minhas falsas fantasias
E mergulhei feliz na doce mesmice
Dos meus dias

®Mary Fioratti

02 abril 2006




MULHER FATAL




Hoje amanheci assim
queria colocar um batom vermelho
rimel, blush, brinco dourado
sapato de salto fininho
um vestido colado
usar aquele perfume estonteante
amaciar meu corpo
com aquele creme importado
E quando o beijar
Quero espalhar meu batom
em sua boca...com extase!
arranque meus brincos dourados
e deixe que eu tire meus sapatos
ao som da sua musica preferida
depois, tira meu vestido
e veste-me com suas maos
Hoje amanheci assim
meio mulher fatal
querendo emocao




®Mary Fioratti

01 abril 2006




UM POUCO DE MIM




O QUE GOSTO
- Acordar e tomar o meu cafe super quente sem pressa, saboreando com gosto.
- Dirigir meu carro sem rumo definido, entrando por lugares desconhecidos.
- Ter a inspiracao para fazer uma poesia e guardar o pensamento num papel na hora certa.
- Olhar para o rosto de minha filha dormindo.
- Passar creme no corpo. Cheirar meu perfume que uso ha 20 anos (se um dia nao fabricarem mais, vou ter problemas psicologicos - risos).
- Sensacao deliciosa de sair do chuveiro com o cabelo molhado.
- Secar meu cabelo, e dar a ele formas com minhas maos. Sinto-me meio artista.
- Andar descalca em casa. Pisar no chao frio da cozinha e dar aquele arrepio no corpo lembrando-me que estou viva.
- Sair para andar, e pensar.
- Comer uma barra de chocolate escondido e nao repartir com ninguem.
- Assistir um filme bom, e ficar com aquela sensacao de ter valido a pena.
- Escutar uma musica e deixar o espirito viajar.
- Sentir sede, e beber um copo de agua geladinho.
- Sentar na Rodoviaria (ou Aeroporto) e ficar observando pessoas e imaginando o que vai na cabeca delas.
- Receber um abraco inesperado.
- Sol durante o verao, morar na agua da piscina.
- Cantar de manha e ouvir meu canarinho cantando comigo.
- Sentir frio. Sempre estou desagasalhada, adoro a sensacao de sentir frio.

O QUE NAO GOSTO

- Cafe frio, comida fria (cafe tem que ser pelando).
- Ter que sair correndo atrasada, para algum lugar. (e estou sempre tendo essa sensacao)
- Sentir que alguem esta querendo me controlar (isso eh problema serio, trauma mesmo de infancia).
- Comecar a assistir um filme, ver que nao estou gostando e ter que aguenta-lo ate o fim.
- Cobrancas. Detesto cobrancas. Acredito que me cobro o suficiente o tempo todo.
- Banho frio. (Para mim, mesmo no calor, o banho tem que ser escaldante).
- Quando vejo que a pasta de dente esta no finzinho e tenho que ficar espremendo o tubo.
- Sabonete no finzinho...
- Em situacoes quando estou numa festa aqui nos EUA, e comeco a falar com alguem e nao me sinto eu mesma (como se estivesse falando um monte de boagens, pois nao eh o que penso, mas o que deve ser dito).
- Quando penso que morando tantos anos aqui, fiquei dividida ao meio, e nunca mais serei "eu" mesma (sinto as vezes que perdi algo de mim).
- Pensar no futuro de uma forma obssessiva, e tentar adivinha-lo.
- Sofrer demasiadamente com problemas e aumenta-los. (detesto isso em mim, coisas de Geminiana).
- Sensacao de descontrole. Minha falta de paciencia.
- Doencas. Sempre as aumento, se pensar, ja estive condenada a morte umas 200 vezes.
- Apito de trem (me angustia).
- Barulho da ambulancia e carro de policia.

O QUE APRENDI

- Muitas vezes o silencio é a melhor resposta para alguem, e em certas situacoes, a melhor resposta para nos mesmos.
- O poder de observar muitas vezes nos ensina mais do que ouvir.
- O que muitas vezes condenamos nas pessoas nada mais é do que alguns dos nossos reflexos.
- Em vez de tentar provar uma opiniao, guarde-a dentro de voce. Ha uma diferenca
crucial entre a discutir e o argumentar. No argumento sempre queremos impor nossa opiniao(esse eu ainda estou aprendendo).
- Em qualquer momento do dia desligar-se por alguns minutos, e mergulhar o pensamento em algo que gosta, telefonar para alguem, escrever algo que sente vontade,
andar, comer algo que lhe da prazer.
- Criar um horario certo para agradecer. Parece meio robotizado, mas nao é nao. Com isso criamos o habito de agradecer.
- Nunca achar que uma situacao nao tem solucao, por pior que ela seja, por mais negra que se apresente. Se um dia tudo parece negro e sem solucao, no outro dia abre-se sempre uma possibilidade.
- Nao mentir. A mentira nos escraviza. Quando dizemos a verdade, vivemos com a mente tranquila.

Agora, deixe registrado no meu Blog uma coisa que voce gosta ou uma que voce nao gosta ou uma que aprendeu. Ou mesmo uma de cada.

®Mary Fioratti

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31 março 2006




CONSTATAÇÃO




Quando chega a noite
sinto aquele frêmito de saudade
parece que você se foi
para não mais voltar...
paro em frente do espelho
e vejo outro rosto, não o meu
nesse olhar pálido e sombrio
e em minha boca ausente de palavras
Quando chega a noite
a lembrança do seu abraço
chega rasgando minhas angustias
olho para os cantos
e pareço procurá-lo
nas sombras que desenham-se nas paredes
brincando com meus olhos
Sei que você está pensando em mim
e que este sentimento forte
que me toma inteira, corpo e alma
é que me dá a sensacao
que o tempo está a cair em conta-gotas
no copo da minha solidão
sei que o seu pensamento é que me arrebata
como se nossas almas se encontrassem
ávidas e sorrateiras no êxtase da fantasia
e no silêncio da madrugada
esses pensamentos deixam-me acordada
gritando alto pela minha poesia



®Mary Fioratti




SETIMO SENTIDO




O olhar se aprofunda
O cheiro se exala
O toque perpetua-se
O gosto mistura-se
Os ouvidos afinam-se
O extase invade
Entranham-se as sensacoes
Tomando conta do corpo
Arrepiam-se os pelos
Gritam-se os apelos
e os seis sentidos gritam
e fazem-se sentir
Setimo sentido:




®Mary Fioratti

29 março 2006




CONFISSOES IMPUBLICAVEIS




Ha um corredor imaginario
onde coloco meus sonhos
cheio de insinuacoes
ele e como um labirinto
e guarda em cada cantinho
de sua parede solitaria
um pensamento, um desejo
um sorriso dado escondido
num momento de amor imaginado
Nao ha limites nesse meu corredor
ele abriga milhares de sentimentos
abertos, realistas, crus
que vem me trazer arrepios na pele
nao se amedrontam em serem a voce declarados
escancaram-se ao toque das suas maos
e do olhar que me penetra como raio laser
queimando meu intimo
Nesse meu secreto lugar
ha uma poesia escondida, inusitada
atras de um vaso de flor
e a alma sussurra segredos inconfessaveis
que meu corredor imaginario abriga
Ah!...impublicaveis segredos de amor

®Mary Fioratti

25 março 2006




CAMPO DE MARGARIDAS (Ensaio Erotico)




Observava-o de longe.
Adorava aquela hora em que ficava a analisar seu olhar, ou mesmo seu sorriso.
Seus cabelos claros, caiam nos ombros, que ele displicentemente o amarrava num rabinho.
Tinha o sorriso mais bonito que ja vira. Primeiro, ele sorria com os olhos. Depois, com os labios.
Uma expressao leve no rosto, que as vezes desenhava uma seriedade subita.
Nao era tao alto, mas era magro, e agil. Seu corpo se movia rapidamente de um lugar para outro. Suas botas faziam barulho ao pisar na grama.
Tinha um "que" especial em sua figura. Uma seguranca, algo meio inexplicavel, mas ela se sentia segura ao olha-lo. Como se ele a estivesse protegendo.
Entre uma coisa e outra,que fazia, ele de longe a olhava. E aquele olhar era intenso.
Aquela tarde, fazia um solzinho maroto, quando ela resolveu aproximar-se dele. Tremia enquanto atravessava aquele campo verde, entre as margaridas, e o enxergava arando o solo.
Seus pes seguiam os caminhos, e seu coracao leve, saltitava. Pagaria qualquer ouro do mundo para ve-lo de perto.
Parou ainda um instante, observando-o arar a terra. Seus bracos firmes, iam e vinham num vai-e-vem, sua testa estava suada, e ele parecia cantarolar baixinho uma cancao.
Parou atras dele.
Ele virou-se como se a pressentisse. E o momento daquele olhar foi longo e duradouro. Ele desceu seu olhar apreciando seu vestido florido, suas sandalias delicadas, com pes femininos. Seus cabelos soltos ao vento, emolduravam um rosto sereno, que sorria.
Sorriu para ela. E ela percebeu que os olhos dele eram de um azul esverdeado (ou verde azulado?) e tinha uma bondade expressa no rosto.
Largou o que estava fazendo e aproximou-se dela. A proximidade dele, a fazia tremer com uma emocao totalmente desconhecida.
Como se o conhecesse ha anos, e como se fosse o gesto mais natural do mundo, afastou uma mecha de seus cabelos que caia no rosto. Ele sorriu. E suas maos acariciaram os seus cabelos e os bicos de seus seios arrepiaram-se em baixo do vestido com aquele toque.
Ficaram a se olhar, um olhar cumplice, cheio de desejo.
Seus bracos a puxaram contra seu corpo. Com os olhos fechados, e os labios entreabertos, ela pressentia o beijo. Como era delicioso pressentir...sentindo o seu cheiro de terra molhada.
Beijou-a. Seus labios a tocaram com uma delicadeza impropria diante do desejo que sentia. Sentiu seu perfume de rosas. Excitou-se.
Insinuou a lingua em sua boca, sentindo um gosto morno de amor. Ela retribuiu procurando tambem sentir seu gosto.
Estavam colados, seus seios esmagados em seu peito. Com a mao direita, ela tocava seu rosto, sentindo a barba aspera, e descia pela nuca, acariciando seus cabelos.
Naquele momento era implicito que eles ja se conheciam antes mesmo de se cruzarem.
Deitou-a na grama macia, enquanto deitou-se em cima dela. Uma sensacao de desejo terno, meio alucinado, tomou conta dele naquele momento.
Foi descobrindo-a aos poucos, tocando seus seios arrepiados, e suas maos percorrendo seu corpo macio. Ela totalmente entregue. Em delirio e extase.
As maos dele passeavam em sua pele, acordando os poros, fazendo-a exultar. Com suas maos, sentiu-a umida.
Foi sentindo seu corpo de um modo vagaroso e suave. Segurou todo seu extase...queria-a dominada e sua...
E ali ela estava, nua e suave, em um transe absoluto. Foi possuindo-a aos poucos, vagarosamente, quando a sentiu responder mais intensamente aos seus movimentos...
Os corpos suados se debatiam na busca do prazer....

Foi uma tarde...quase noite...que os corpos se abracaram saciados. No calar da noite gotas de orvalho cairam em seus seios.
E enquanto ela dormia, ele as sorveu com ternura. Seu corpo suave e delicado estremeceu entre as margaridas.

®Mary Fioratti

24 março 2006




TEU ADEUS




Ontem tu não soubeste
Não veio, não me quis, não me lembrou
Não me amou, mas eu te vivi..

Vivi nosso encontro, teu beijo, teus passos,
Minha noite, o arco íris, teu abraço
Minha espera, teu sorriso.

Eu te amei muito mais do que devia
Ao te viver..

Vivi minha dúvida, tua dúvida, minha lágrima,
Tua lágrima, nossa tristeza, meu presente
Teu passado, tua ausência, minha lembrança
Tua mentira, minha saudade
Teus abraços, teus olhos nos meus.

Vivi a tristeza, a verdade, a dor e a realidade
Do teu Adeus...

®Mary Fioratti
,

23 março 2006




PENSAMENTOS ILOGICOS




Emaranham-se as maos entre lencois
Os pes descansam e pesam como chumbo
os labios movem-se imperceptiveis
com a total falta da voz
os olhos parados so pressentem...
e nao conseguem ver no escuro
aquele lustre pregado no teto
um amargo na boca
aquele formigamento na alma
A vontade plena de ir para nao sei onde
e querer que voltar
antes mesmo de ter ido
O fechar dos olhos de um modo tenue
como se nao quisesse mais olhar
O tremular subito do corpo num leve acordar
E a manha chega e o sol inunda o quarto
um raio dourado corta o ar
num tom de suplica
meus olhos fixam-se naquele raio furta-cor
e mexo-me na cama : estou viva
(constatacao ilogica)
Pequenos barulhos cortam o silencio
os carros que dao partida
o cachorro do vizinho corre alegremente
brincando com a neve branquinha
(posso ve-lo da minha janela)
O dia comeca, a noite se foi
Enterram-se no escuro os sonhos
e a vida anuncia-se
em forma de poesia

®Mary Fioratti
,

22 março 2006




DESTINO




Destino…
Quem é esse desconhecido
Que se esconde
Nas esquinas da vida?
Ha horas parece ter uma lança
Que entra no meu peito
Outras horas traz momentos
Que encantam…e acalantam…
Destino
Deixa-me culpá-lo
Por todas as coisas erradas
Da minha vida
Das minhas lágrimas sem razão
Das dores do meu coração
Das minhas noites sofridas…
Destino… cavalo alazão…
Deixe eu montar em suas costas
Leva-me para onde
você pensa que tenho que ir
Sei que você sabe o caminho
Mesmo antes de partir
Mas quando galopares
Em direção àquela estrela
Pare neste exato momento
E deixe-me vê-la!
E se na sombra do entardecer
Meus olhos fixarem-se à distância
E for percebido um brilho mágico
Em meu olhar
Pare Destino! Por piedade!
Afrouxa meus laços
Deixa-me descer
Apruma seu corpo fidalgo
Galopa de volta afoito
para a sua próxima vitima
Deixe-me sozinha
No encontro com minh'alma
Nesta hora mágica
Do meu "Renascer"

®Mary Fioratti




MOMENTO DA MINHA ALMA




Deitei-me hoje no berço quieto
Da minha solidão
Precisava de um pouco
Daquele silêncio calmo
De ouvir esta música que emana
de dentro de mim
Não queria macular meus sentimentos
Com lembranças passadas
Queria achar no fundo de meu coração
O sentimento puro…vindo da alma
Que não fosse sugestionado
Pela paixão…

(pura ilusão!)

Deitei no travesseiro sem formas
Da sua ausência
Ouvindo esta minha canção
Querendo entender seu significado
Que terrível dormência
Na lentidão dos meus passos
Na sombra imaginária dos seus ombros
Do cheiro de amor dos seus abraços
Em meus ouvidos ecoaram
Acordes ardentes de paixão
Músicas suaves do meu coração
Gemidos graves nas notas da ilusão

Era como um violino
Chorando na mão do violinista
Tocando na alma seu acorde de tristeza
Compondo canções de notas puras
Da sua própria vida de amargura

Hoje ouvi os acordes mais íntimos
Escondidos na minha própria essência
Fechei meus olhos … era a sua música
Que eu já descrente de todas as suas notas
Tranquei-a na gaveta secreta
da sua ausência

®Mary Fioratti

20 março 2006




MÃOS ATADAS (Poetrix)




Nada posso fazer no silencio desta tarde
minhas maos estao atadas, meu pensamento perdido
Vem! desata o nó dessa saudade!


Mary Fioratti





QUANDO VOCE NAO VEM




Quando você não vem
sinto assim como se estivesse
algo faltando no meu dia
minha alma parece vazia
Falta o calor da sua presença
o encanto da sua voz
a ternura dos seus cuidados
Quando você não vem
minha vida se torna tão branca
e tão sem sentido
Depois você chega
pegando seus pinceis
colorindo todos meus pedaços
pincelando os cantos
de minha solidão
com seus intensos abraços
e percorre com seu pensamento
todos os cantinhos
do meu coração
Você me renova
Tinta suave e fresca
nas paredes dos meus sonhos
refresca minha alma
muda de cor a minha paisagem
E com o seu suave beijo
Faz tremer o meu corpo
Em um tom silencioso
de desejo


®Mary Fioratti

16 março 2006




SENTINDO SUA FALTA



Como eu quero hoje olhar seus olhos
talvez seja essa saudade imensa
que apodera-se de mim nesse instante
esse desejo, quase dor fisica
de olhar para dentro de sua iris
e pintar a cor de seus olhos
na folha de minhas lembrancas
Preciso hoje de suas maos em meus cabelos
de seu sorriso meigo, sua ternura
de seu abraco apertado
e daquela certeza que tenho
toda vez que voce me abraca
que nos encontramos nessa encruzilhada
por alguma razao
Quero hoje que voce me conte
tudo aquilo que eu intuo
ficar horas olhando seus labios movendo-se
contando-me historias de voce
Sei que nunca me cansarei de ouvi-las
e por um momento perderei a nocao de onde estou
envolvida no amor que se apodera de mim
Ah! desejo que me consome
de que tiremos nossas roupas
como criancas assustadas
tremendo com o encontro da pele
tocando-nos de um modo puro
ate que nos leve ao amor profano
Como eu quero hoje em volupia louca
ter seus bracos em volta do meu corpo
sentir o gosto de seu beijo
e as acrobacias da sua lingua
em minha boca


®Mary Fioratti





SEU RETRATO




Meus olhos vêem muito mais
alem de seu lado sonhador
Eles buscam dentro
De sua pura essência
Aquele pedaço que lhe falta
Meus olhos lêem
Muito, muito mais
Do que suas palavras
Colocadas em papeis frios
Em noites enluaradas
Eles conseguem entender
de um modo pleno
o que vai dentro de sua alma
Meus olhos traduzem
Muito, muito mais
Do que suas maos dizem
Quando você rascunha
seus dias de sol
nas noites de chuva
em pequenos papeis amassados
que revelam seus segredos
Assim leio sempre mais
Muito, muito mais
alem de seus simples devaneios
ou o que as pequenas e vãs palavras
que aglomeradas em seu a,b,c,
Podem-me dizer
Que seu sonho sempre
seja um sol dourado
morrendo nas montanhas
de meu corpo apaixonado
culminando brilhante
no horizonte do meu Ser

®Mary Fioratti
,




MORTE - VIDA!




Hoje morri um pouco
(não se morre um pouco todos os dias?)
A morte não é somente aquela definida
Quando entramos embaixo da terra
Corpo inerte…sem nossa alma
Ela também termina
Quando percebemos
Que os corredores que percorremos
Nao são reais…sao imaginários
(esta não é a morte pior?)

Sim !

Hoje morri um pouco
Com visões reais de uma paisagem
Onde o sol não me pareceu
Tão brilhante
Nem a lua se mostrou
Maravilhosamente minha
Ouvi aquela música
E ela nao me pareceu
Tão bela….

Esta morte, no entanto,
Tem muito a ver com a vida
(Fragmentos de ilusão)
Hoje morri
Mas sem lágrimas
Sinto-me “quase” nova
Jogando fora
Meu velho coração!
(velhas ilusões)


®Mary Fioratti

15 março 2006




ANALOGIA




Esta manha fiquei a olhar
uma borboleta branca voando
essa borboleta se pos a voar
fazendo circulos, subindo alto
descendo, rodopiando...
E meus olhos ficaram a segui-la
num deslumbramento total
seguindo seus movimentos no ar
Sempre amei borboletas
pela sua beleza das cores
e pela sua maravilhosa liberdade
alem da delicadeza de seu corpo
e da feminilidade de seu voo
Fiz uma analogia imediata
enquanto seguia com meus olhos
meio maravilhada
o voo dessa borboleta
beijando margaridas
Assim deveria ser o AMOR
Livre de amarras, de preconceitos,
de regras, estipulacoes, cobrancas
por que sempre o escravizamos
engaiolando-o nas redes do ciume
da agonia, da posse?
Ele deveria como essa borboleta
alcando o seu voo livre
transpassando montanhas, vales,rios,
as asas batendo compassadas
e depois voltando
ao som da musica do vento
com gestos graciosos e plenos
como um bailado ao som de Tchaikovsky

®Mary Fioratti

14 março 2006




EXTASE




Voce mexia em meus cabelos
enquanto eu beijava suas maos
naquele silencio contemplativo
de nossas almas
respiravamos quase juntos
numa musica de sentimentos
quase perfeita
Momento de ternura infinita
quando levantei meu rosto
e deparei com seu sorriso
seus olhos olharam dentro dos meus
e uma cachoeira de ternura
derramou-se sobre nos...
Nao sei porque eu me sinto assim
quando estou com voce
a estar sempre descobrindo sensacoes
escondidas atras das cortinas
dos nossos sonhos
um sorriso
um olhar
um beijo
um desejo nascido repentino
que gera um gesto espontaneo
de ternura desmedida
Nao sei porque
voce me traz essa sensacao
de languidez no corpo
de gata manhosa
querendo colo
quando aquelas frases suspiradas
me enchem de desejo
talvez sejam suas maos que procuram
no meu decote o seu prazer
e o seu beijo lento
seguido de seus sussurros
em meus ouvidos
Com voce eh sempre assim
um mar de extase
invadindo ondas de amor
dentro de mim...


®Mary Fioratti

13 março 2006




MAQUIAGEM



®Daufen Bach

hoje a tua imagem transcende em meus olhos,
de nada adiantou o teu batom 24 horas,
de nada adiantou escurecer os cilios,
de nada adiantou aquele creme importado
a esfoliar a pele, ou ainda,
aquele renil (30-40 anos).

os teus belos cabelos também não importam,
nem teu olhar amendoado, hoje,
vejo-te, quero-te em poesia,
traços fugidios de uma caneta,
versos...
és tão mais bela assim,
mulher maquiada de poesia.

* * * *

11 março 2006




À SUA ESPERA




O vento sopra devagar
Na ternura da tarde
Sou todo amor à sua espera
Como se sua palavra
Pudesse secar todas
As minhas feridas
Como se uma rosa pudesse
Colorir a minha vida
Espero você
Como se eu sempre
O tivesse esperado
Como se esse vento
Sempre tivesse soprado
Como se suas palavras
Eu sempre tivesse escutado
Sua música está tão dentro de mim
Que ela se transformou
Na minha música interna
Aqui, do outro lado
Em outra esfera
Fecha-se a tarde
Esfumaçam-se os sonhos
E continuo sempre aqui
À sua espera

®Mary Fioratti

09 março 2006




MEU UNICO DESEJO




Se Deus me concedesse um desejo
hoje eu queria novamente
retroceder ao dia
que vi o rostinho de minha filha
pela primeira vez
Lembro-me ter descoberto
um cobertorzinho azul
e visto seus cabelinhos pretos
sua expressao de docura
Dali para frente, minha filha
tantas coisas aconteceram
fui aprendendo com voce
a doar mais
sentir intensamente
rir do nada
ser feliz por ser...
A cada dia uma nova experiencia
a chupeta
a mamadeira
as noites em claro
(sinto saudades de cada uma!)
do suco de frutas
da sopinha
da carne moida com pure
(sua comida preferida)
Nossos passeios no shopping
Dos Natais magicos
quando voce acreditava em Papai Noel
Da Pascoa
Quando voce ficava a procurar pela casa
os ovinhos de chocolate que eu escondia
cada um com um presente
Dos seus aniversarios
com suas amiguinhas correndo pela casa
Voce foi crescendo minha filha
e eu fui tentando acompanha-la
tentando ser a amiga, e a mae
Uma vez me disse alguem: nao queira ser amiga
Primeiro voce eh MAE!
(tarefa mais dificil!)
Sinto saudades hoje de acompanha-la
nas aulas de danca
nas suas apresentacoes no palco
quando voce brilhava com seu sorriso
De repente me dei conta minha filha
que voce cresceu!
Ontem quando entrei no seu quarto
e vi espalhados pelo chao seus CD´s
seus cadernos de escola
e ao lado deles
vi sua carta de motorista
percebi um certo brilho de liberdade
quando voce olhava em seu computador
os sites de Revendedores de Carro
Como o tempo passou depressa minha menina!
No entanto voce ainda me chama
para coloca-la na cama
quando o medo de ser adulta
fala mais forte dentro de voce
Daqui a um ano
voce ira para a Faculdade
e seguira seu destino
Ah! se Deus me concedesse um desejo hoje
queria comecar tudo de novo
fotografar cada momento
escrever num caderno cada sentimento
para quando mais tarde
sentar-me naquela cadeira de balanco
eu poder como meu pai quando velho
ter uma caixinha de fotografias
talvez muitas delas eu nem me lembre mais
como meu pai nao se lembrava
mas o que importa?


®Mary Fioratti

08 março 2006




QUANDO VOCE CHEGAR




Sua ausência provoca
crateras imensas
no amago do meu ser
Ando assim sem rumo
a procura de lembrancas suas
junto pequenas frases
pedacos de agonia
tento achar no vazio
fragmentos de poesia
Pego a caneta e o papel
rabisco palavras
invento frases
procuro inspiração constante
nesse vazio que me toma
Ah! quando você chegar
vou correr descalça ao seu encontro
cabelos ao vento, sorriso estampado
quero tocar seu rosto
desenhando-o com meus dedos
vou sorrir para seus olhos
tomar suas mãos entre as minhas
contar todos os segredos
que minha alma aprendeu
na sua ausência...
Ah! quando eu ver você chegar
vou encher de estrelas o seu chão
derramar a luz da lua em seus cabelos
colocarei flores nas arvores
um sol no horizonte
pintarei de cor-de-rosa o fundo do céu
perfumarei o ar com o meu cheiro
dançarei a sua musica preferida
sussurrarei palavras em seus ouvidos
colocarei um fim nessa agonia
e deitando minha mão sobre o papel
escreverei meus mais lindos versos
transformando sentimentos em poesia


®Mary Fioratti

07 março 2006




DUETO - MARY FIORATTI E DAUFEN BACH




UMA PEDRA

®Mary Fioratti

Muitas vezes a minha alma me pergunta:
quem é você?
Enquanto dedilho poesias
ditadas pelo barulho do meu coração
E hoje eu sei
Mais do que todos os outros dias
Mais do que todas as outras vezes
que eu nunca quero ferir ninguém
nem magoar
Nem com palavras, nem com sentimentos
Hoje sinto dentro de mim
Uma dor tão, mas tão intensa!
Que ela parece ferida viva
que geme em estado de coma
sem morte definida
Ela vive, dentro de mim
constante
algumas horas amiga
e outras horas, como essa
minha letal inimiga....
Quero chorar,todas as lágrimas
desse mundo
esgotar esse mar de angústia
que sinto dentro de mim
desafogar esse coração apertado
calar minha vontade
esquecer minha ingenuidade
ser uma pedra...
sim, hoje eu queria ser uma pedra
estar assim jogada
do lado de uma estrada
sem alma
sem sentimentos
sem sofrimentos
Uma pedra...
somente uma pedra...
Dura, fria...
uma pedra...

(E voce Daufenbach...meu poeta das madrugadas, sempre plantando flores nas minhas pedras!)


MENINA MARY

®Daufen bach

minha alma as vezes pergunta:
quem é essa menina
que dedilha poesias e
fascina como o brilho de um diamante?

eu sei..eu sei...respondo a minha alma,
essa menina me cativa,
ela não sabe ferir,
ela não sabe magoar,
ela é ferida, sim,
mas de sentimentos tão nobres,
tão puros
é ternura refletida.

e minh'alma inquieta
perdida nos olhos do poeta
pede:
não..não chores menina,
tua angustia é a angustia de quem ama
de quem, com amor se inflama
para desafogar o coração
esquecido em lágrimas.
menina...minha menina
ingênuo é teu coração
que teima em insistir
aceitar as dores
esquece, as vezes, das cores
de um lábio a sorrir.

vem...esqueça todos os remorsos
entendas que essa tristeza é o ócio
da solidão que nos rouba
um instante, um dia ...
vem sorria...veja o mundo, olhe
para o céu e perceba, quão imenso
é um segundo...quão valiosa
é nossa alegria.

então pequena...
não queiras ser pedra fria,
não querias galgar estradas vazias...
por ti... juntam-se os carbonos
por ti ...se findam os outonos
por ti...o sol sempre a reluzir...

erga teus olhos
e não mais chore assim.

* * *

06 março 2006




MOMENTO DE AMOR




Houve um frio
intenso e perturbador
que entrou em nossas almas
no justo momento
em que nos conhecíamos
mais de perto...

Houve uma fresta
que deixou entrar um ar tão viciado
que nós dois totalmente asfixiados
procuramos em nossas bocas
um ar mais puro...

O coração tornou-se louco
disparado...
E tudo que fazíamos
era tão pouco
para conter a explosão
quase fatal!

Depois houve uma calma
tão emocionada
Fazendo nós dois
não entendermos nada
Calando nossas vozes
na escuridão...

®Mary Fioratti
,

05 março 2006




TEMPESTADE DE AMOR




Seu corpo
sobre o meu
centrei meu olhar
em sua boca
que se movimentava
barulho ensurdecedor
dos corações que batiam
em diferentes compassos
emudecendo os sentidos
Minhas mãos tocaram
seus cabelos macios
sua pele em minha pele
cruzamos nossas mãos suadas
células vivas
queríamos mais e mais
daquele momento
De repente
Trovejou em nossas almas
barulho ensurdecedor
de amor
E o raio se fez
Iluminando nosso quarto
arrebentando-se nas nuvens
do nosso desejo
Depois numa calma
deleitou-se nossa boca
com um beijo


®Mary Fioratti




A TARDE CAI




A tarde cai
Solitário pensamento
Que corre a distância
À procura do seu...
Dentro de mim um aperto
Um desacerto
Uma vontade de ser
Alguém que não sofre
Que não pensa
Que não sente saudades
Busco sua presença
Em uma música longínqua
Em uma paisagem distante
Em um pássaro que canta
Em um pôr-do-sol que se esvai
A tarde cai... lenta
Solitário vento
Que sopra sem destino
Desmanchando meus cabelos
Por um momento fecho os olhos
E imagino um carinho
Um segredo...só meu
A tarde cai...solitária vida
Que procura sua alma
Entre as flores e a natureza
E em cada pedaço de mim
A tarde cai
E leva para você em ondas suaves
Meu último pensamento
Soprado em segredo
Na música do amor
Tocada pelo vento


®Mary Fioratti
,

04 março 2006




QUANDO VOCÊ NAO VEM




Quando você não vem
sinto assim como se estivesse
algo faltando no meu dia
minha alma parece vazia
Falta o calor da sua presença
o encanto da sua voz
a ternura dos seus cuidados
Quando você não vem
minha vida se torna tão branca
e tão sem sentido
Depois você chega
pegando seus pinceis
colorindo todos meus pedaços
pincelando os cantos
de minha solidão
com seus intensos abraços
e percorre com seu pensamento
todos os cantinhos
do meu coração
Você me renova
Tinta suave e fresca
nas paredes dos meus sonhos
refresca minha alma
muda de cor a minha paisagem
E com o seu suave beijo
Faz tremer o meu corpo
Em um tom silencioso
de desejo

®Mary Fioratti




SIMPLICIDADE




Tão fácil é conversar com você
quando as palavras fluem emocionadas
e os segredos se desmancham simples
em nossas palavras
Sua voz me traz lembranças
do meu tempo de infância
quando aquele riso solto se fazia
sem malicias...com delicias
de uma perene fantasia
Tão fácil é conversar com você
ouvir sua voz límpida
abraça-lo em pensamento
e ficar a imaginar
o vôo dos seus olhos
a energia constante de sua mente
Falo de mim com naturalidade
nem preciso buscar no fundo de minha alma
as minhas verdades
porque elas fluem como água límpida
da fonte do meu existir
De mim
Para você
Uma entrega aberta, e honesta
um romantismo deliciosamente tolo
quando você me fala de amor
e eu lhe respondo
com canções da minha alma
Tão fácil falar com você
embaixo das cobertas de nossos sonhos
ou do sol morno das nossas almas
quando nossos pensamentos se buscam
num entendimento mutuo
sem necessidade de palavras
Tão fácil amar você
de um modo simples e espontâneo
detendo-se na pura concepção do ser
onde o simples torna-se importante
quando minha alma meio agonizante
Mergulha na sua...para renascer


®Mary Fioratti

02 março 2006




NOSSA POESIA




Foi um momento
Que se perdeu na eternidade dos relógios
O tempo não contado
Quando sentimos nossas almas
Conjugadas
Suadas
Juntas
Como siamesas.
Fitando-se no escuro do quarto

Não sabia mais
Se minhas mãos eram minhas
Ou eram as suas
Elas se fundiam entre lençóis e corpos
Entre travesseiros e bocas
Entre pernas e bracos
Numa luta de amor
Cheia de desejo

Nossas químicas se misturaram
E entre as fórmulas científicas
Do amor eterno
Formaram um halo etéreo
Sobre nossos corpos
Que se derretiam nas carícias
Mais ousadas
Naquele quarto na penumbra
Com as portas fechadas

Era o nosso mundo
com todos os nossos sons
Era a nossa paisagem
com todos os nossos tons
Brilhando no escuro estelar
E o teto como paisagem principal
(Testemunha ocular)

A luz dos nossos olhos que mais pareciam faróis
Nos guiavam mostrando todos os caminhos a seguir
E refletiam naquela janela
Enquanto o vento soprava suave
Fazendo dançar aquela cortina amarela

Foi um momento .... e esgazeou-se a cortina
Os faróis tão brilhantes cegaram a retina
O teto distanciou-se da nossa paisagem
Seus olhos nos meus, sua boca na minha
E tudo tornou-se uma doce magia
Quando a linguagem dos corpos
numa dança sensual
Gravou em nossa alma
A nossa própria poesia


®Mary Fioratti

01 março 2006




UM AMOR INESPERADO




Estava em meu jardim
sem expectativas de encontro
quando de repente caiu aquela estrela
tao unica em sua essencia
parou em minhas maos
delicada e suave
pude enxergar sua alma pura
um amor sem maculas
com expectativas ternas
transparecendo verdade absoluta
Essa estrela eh de primeira grandeza
porque seu coracao eh aberto
Tornou-se minha de um modo gradativo
como a historia do Pequeno Principe
eu a cativei...ela me cativou
e nos tornamos responsaveis
por aquele sentimento que nasceu
Ela ainda brilha em minha vida
resplandecendo em minhas manhas
trazendo-me ternura em palavras
e nas minhas noites
ela chega de repente quando estou mais triste
e envolve-me em sua luz magnifica
fazendo-me sentir amada
Maravilhosa estrela que todos os dias
contemplo....e agradeco
Deita em meu pensamento todas as noites
e com ela no coracao
todos os dias amanheco...


®Mary Fioratti